O Brasil Precisa de um Presidente Evangélico! Ou Não!

Publicado em 19 de agosto de 2015

A paz do Senhor!

 

O Brasil tem passado por uma grave crise econômica e administrativa. A popularidade da Presidente Dilma Rousseff cai a cada dia, logo, o pedido de impeachment começa a ganhar força inclusive de quem a apoiava. Especialistas calculam que, se tudo der certo, o Brasil vencerá essa crise no segundo semestre de 2.017 – te convido a voltar aqui e comentar se eles acertaram – e que estamos, por hora, entregues à sorte. Quem hoje está empregado, amanhã pode não estar mais. Simples assim, tem de ter fé e tocar a vida pra frente.

 

Por falar em ter fé, muitos evangélicos aproveitam a oportunidade para ventilar a necessidade de um presidente evangélico. Esse messiânica não é novo. Há anos pessoas vêm profetizando que chegou a hora de um justo governar nosso país. Chamam esse plano de “o governo do Justo”, como se com um evangélico na presidência o próprio Deus governaria. Nas últimas eleições, uma cantora muito famosa, de voz muito estridente, profetizou que era chegado o momento de a Igreja assumir seu lugar no poder, em alusão à eleição de Marina Silva. Bom, o resultado todos sabem, ela perdeu.

 

Pergunto aos nobres leitores: o que mudaria em nosso país ter um presidente evangélico que não poderia mudar com a enorme bancada evangélica que temos? São centenas de vereadores, deputados e  alguns senadores.

 

Você sabia que a bancada evangélica é uma das que mais tem processos e a mais ausente da câmara federal? Pois é, deveríamos ter vergonha de dizer que foram eleitos pela igreja. São improdutivos. Mal apresentam projetos de lei e quando o fazem, são projetos irrelevantes.

 

Está na hora de a igreja entender que os políticos, independente de sua religião, é eleito para defender os interesses do povo e não daqueles que o elegeram. Se o deputado gay tenta aprovar uma lei para dar benefício aos gays, caem matando no cidadão, mas quando um deputado evangélico faz uma manobra para a igreja fechar uma rua com seu templo, fazemos vistas grossas.

 

O Brasil precisa mesmo é de uma igreja atuante e coerente com seu discurso. Se os evangélicos brasileiros vivessem mais de acordo com o que a Bíblia diz, em vez de ser buscar suas metas gananciosas de conquista e poder. Se aprendêssemos com o Mestre a amar o nosso próximo como a nós mesmos e a sua dor doesse em nós,  não ficaríamos preocupados com nossos governantes terrenos e sim com o nosso Rei.

 

Vale lembrar que historicamente quando a igreja governou, as coisas desandaram. Por volta do ano 300 DC, o imperador Constantino sobe ao poder e unifica o governo do Estado e da Igreja. Nessa época a Igreja se corrompeu e a partir daí iniciaram-se os pagamentos de indulgências, a adoração às imagens e outras atrocidades. Isso começou a mudar em 1.517 quando Martinho Lutero elaborou as 95 teses que combatiam a farra que havia virado o poder.

 

O Brasil não precisa de um presidente evangélico, precisa de um presidente competente. Precisa de um líder que levará o país a progredir novamente. A competência de governar vai muito além da religião. Existem ateus muito inteligentes e ateus ignorantes. Existem evangélicos competentes e incompetentes.  A religião não torna ninguém com mais caráter.

Paremos de declarar que “o Brasil é do Senhor Jesus” e comecemos a viver como Cristo, onde que estejamos.

 

Para encerrar, quero te deixar uma reflexão. As pessoas só percebem que você é cristão quando você fala ou pelas suas vestes? Está na hora de a igreja ser como eram as igrejas do primeiro século, que aguardavam ansiosamente a volta de Cristo. Isso se perdeu, infelizmente, em nossos dias.

 

Que Deus nos abençoe e tenha misericórdia de nossos pais!

O Pregador
O Pregador
Nicolas Cage se converteu e agora prega o Evangelho! O Pregador, o marujo desse navio não negocia as verdades do evangelho, não aceita esse circo que fazem em nome de Deus e segue Pregando a Verdade!

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